Os anos finais da década de sessenta, quando a vinha nova já estava na sua plenitude, foram os mais marcantes para a Casa. O Vilacetinho foi laureado em vários certamesinternacionais, com destaque para a medalha de ouro que recebeu na então república da Jugoslávia, em Ljubliana, antigo estado da Eslovénia, hoje em dia país independente.
Nessa mesma década de sessenta, o Vilacetinho era normalmente requerido para provas em certames renomados, como o que se realizava na Feira Internacional de Lisboa (F. I. L.), e isso mesmo pode ser comprovado por alguma da documentação existente na Comissão que tutelava o sector.
Em 13 de Julho de 1965, o Vilacetinho conseguiria mais uma honraria: um ofício provenientedo Laboratório da Junta Nacional do Vinho anunciava que, “como elemento de divulgação dos Vinhos Verdes na Exposição de Portugal no Rio de Janeiro, foi prevista
a instalação de uma vitrina para expor vinhos engarrafados”. Para tal, pedia-se a entrega, com urgência, “de duas garrafas de cada uma das marcas premiadas com medalhas de ouro ou de prata no III Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados”. Entre as catorze
marcas requeridas estava o Vilacetinho-branco, o que nos prova que este vinho tinha sido galardoado no referido certame. Em 24 de Janeiro de 1972, Francisco Girão e a Casa de Vilacetinho comunicam à Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes que, “em referência à v/ carta de 12 de Janeiro […] cumpre-me informar Vossas Excelências de que já entreguei nesse Organismo duas garrafas, com a rotulagem completa, do Vinho que desejo inscrever no I Concurso Mundial de Vinhos a realizar em Budapeste” e, como tal, pede que considerem a sua inscrição prévia. Em 29 de Maio, a Junta Nacional do Vinho confirmava o envio de uma caixa de Vilacetinho, de três garrafas, que viria a figurar nesse concurso. Na prática, e conforme carta que já fora remetida em 19 de Maio, isso significava a aceitação da inscrição de Francisco Girão que, para a oficializar, deveria enviar ao Bureau des Expositions, Ministère de l’Agriculture et de l’Alimentation, Budapeste, Hungria, vinte e cinco dólares que deveriam ser depositados numa conta bancária internacional, cuja referência se indicava. |
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